Sarah Cazonatto
Eu quando vejo uma pessoa na rua com algum livro que já li:
Onde estão meus olhos castanhos? Se perderam na estrada. Eu sei que não verei novamente meus olhos castanhos, pois o amor da minha vida está morto, pois não se pode amar alguém que não existe! Adeus olhos castanhos… Adeus!
Sinto falta do tempo em que apenas uma brisa me bastava, mas o mundo é cruel para aqueles que não obedecem as regras, agora me pergunto, desde quando seguir regras é o certo a se fazer?
Eu não estou no chão, então porque não me sinto plena? Será que os que estão ao meu lado são verdadeiros? Será que um dia verei novamente meus olhos castanhos?
Eu não estou no chão, eu estou de pé, e fizeram de tudo para que eu caísse, isso é o melhor que vocês podem dar?
Onde estão meus olhos castanhos? Se perderam pela estrada. Será que um dia verei novamente meus olhos castanhos?
Enquanto uns reclamam que amanhã é segunda feira, outros imploram por mais um dia de vida…
O tempo passa, e cada vez mais caminho pela minha estrada, não sei para onde vou, nem o que encontrarei lá, eu só consigo ver meu sangue pelo chão. Fui ferida, e hoje ando machucada, mas essas cicatrizes me levaram para algum lugar, eu sei que levarão. E que culpa eu tenho se não consigo parar, você deveria saber que não sou garota de ficar em apenas um lugar, eu sigo andando e tudo o que posso ver é o meu sangue pelo chão. Às vezes me apego ás pessoas que encontro pelo caminho, elas me fazem bem por um momento, mas sempre me abandonam pela estrada. Algumas vezes eu caio, e as pedras me fazem sangrar, mas existem pessoas que me ajudam a levantar, mas elas também se vão, e tudo o que eu posso ver é meu sangue pelo caminho. Eu ainda tenho esperanças de encontrar alguém que jogue flores por onde eu passar, que retire minhas pedras e que ande comigo, e eu sei que um dia vou encontrar, quando esse dia chegar, vou olhar para traz e verei flores pela estrada, a nossa estrada!
Sinto como se algo fosse me dominar por inteira, me confunde totalmente, e como um crepúsculo me deixa sem reação por não saber com o que estou lidando, se é bom ou ruim, se eu posso confiar ou me esconder, mas sinto pela primeira vez uma certa insegurança, tudo é tão novo para mim, e diferente, essa sensação, e essa necessidade de confiar em ti, mas as coisas ultimamente estão tão difíceis, confiar é se arriscar, se arriscar e poder te perder e isso é inimaginável para mim, então você é a única pessoa que me arrisco em confiar, nem nas próprias pessoas que me deram suas palavras, mas as coisas estão se encaixando agora, está tudo nos eixos, menos nós, que separados por questão de semana sentimos falta um do outro, então nos esforçamos para que possamos matar nossa saudade que nos consome calmamente, de certa forma que nos possibilita respirar fundo e prosseguir, mas com o tempo ela nos faz um buraco em nossos corações, e é inevitável desejar a presença do outro em nossos braços!
O importante não é chegar, e sim como você vai chegar!